A maioria dos arqueólogos e historiadores não creem que as ruínas da cidade abandonada de Nan Madol, que ficam adjacentes à costa lente da ilha de Pohnpei na Micronésia, são um resquício do continente perdido de Mu. Em vez disso, a cidade foi construída em uma lagoa e consistia de aproximadamente 100 ilhotas artificiais construídas em plataformas de pedra e corais, separadas por canais de maré. Em vez de ser um vestígio de continente pré-histórico submergido, a melhor aposta é que a construção dessas ilhotas começou por volta do século VIII d.C. e que a construção das estruturas megalíticas sobre elas ocorreu nos séculos XII e XIII. Tudo para que as castas da elite da dinastia Saudeleur não precisasse interagir com a plebe.
O nome original da cidade-lagoa era Soun Nan-leng ("Recife do Paraíso") e exploradores europeus a chamaram de "Veneza do Pacífico". A maioria das ilhotas com nome era residencial, a casa de chefes e sacerdotes... embora algumas serviam a necessidades especiais: preparação de comida, produção de óleo de coco em Peinering, construção de canoas em Dapahu. O "bairro" mortuário é composto de 58 ilhotas cobertas de túmulos. Nan Madol era a sede do poder político, religioso e cultural para os Sandeleur, que haviam obtido êxito na unificação dos clãs (que somavam cerca de 25 mil pessoas) nas ilhas de Pohnpei e Temwen. Pouco depois, o governante obrigou os chefes de tribo a se mudarem para a nova cidade, onde ele podia ficar de olho neles.
Em seu auge, a população de Nan Madol era de talvez umas mil pessoas. Como não há fontes de comida ou água doce nas ilhas artificiais, tudo tinha que ser trazido de barco de Pohnpei. Segundo lendas, as pedras usadas para todas as construções e túmulos foram levitadas até a ilha pelas feiticeiras gêmeas Olisihpa e Olosohpa, que fundaram a Saudeleur. Sejam quais tenham sido os fatos de sua criação, até os europeus chegarem ao início do século XIX, Nan Madol havia sido abandonada, provavelmente por volta de 1450 quando a Saudeleur entrou em colapso.