A guerra não se trata somente de derrotar os exércitos inimigos. Para vencer, é preciso destruir a moral e os meios do inimigo para continuar a guerra. Esse tipo de devastação foi familiar aos civis dos tempos antigos no fim do Renascimento, mas os vários avanços da Revolução Industrial transformaram a destruição rápida e massificada em uma estratégia militar legítima.
Uma política de terra arrasada remove ou destrói a capacidade do inimigo de declarar guerra — alimentos, suprimentos, infraestrutura ou qualquer outra coisa que o inimigo possa achar útil. O Czar Alexandre I da Rússia deixou a as forças de invasão de Napoleão Bonaparte empacadas e sem alimentos por ordenar que o interior fosse queimado. Esta estratégia de terra arrasada levou Alexandre a destruir suas próprias terras cultivadas em vez de permitir que outro grande exército vivesse delas. Na Guerra Civil Americana, o General William T. Sherman levou a terra arrasada ao território de seu inimigo. A "Marcha para o Mar" de Sherman devastou milhares de quilômetros de ferrovia, saqueou milhões de quilos de comida e queimou alvos militares e propriedades civis da mesma forma.
Embora muitas nações tenham praticado terra arrasada em algum nível, na Segunda Guerra Mundial ela ocorreu em larga escala — tragicamente aparente durante a invasão alemã da União Soviética. O que a União Soviética não destruiu durante o avanço alemão, as forças alemãs destruíram ao recuar três anos depois. Os horríveis efeitos em larga escala na população civil, vistos novamente nos conflitos da Coréia e Vietnã, lavaram ao banimento desta prática na Convenção de Genebra de 1977.