A ilha de Zanzibar, parte da Costa Suaíli, repleta de comércio, tem sido lar de humanos por cerca de 20 mil anos, desde quando as pessoas conseguiram chegar lá a partir da África. Existem poucos registros sobre Zanzibar até a morte de Maomé, em 632 d.C. Sua localização, porém, fez dela um local privilegiado para as rotas comerciais dos árabes, suaílis, indianos e persas; mercadores e outros membros desses povos migraram para Zanzibar. A ilha também era uma base conveniente para a captura de escravos ao longo do litoral leste da África.
A visita de Gama, em 1498, intrigou o povo em seu país. Em 1503, Zanzibar passou a fazer parte do Império de Portugal, quando uma pequena expedição militar lá desembarcou, exigindo e recebendo tributos do sultão local em troca de paz. Mas os portugueses não eram bons proprietários, pois quando um navio britânico parou por lá, em 1591, o capitão não viu nenhum forte ou tropa portuguesa, só uma feitoria.
Sem dúvida parte do interesse português em manter a paz era o cultivo de especiarias na ilha: cravo, baunilha, canela, noz-moscada e outros menos valiosos. Escravos trabalhavam nas grandes plantações que brotaram por toda a colônia. Enquanto isso, vários navios mercantes europeus e asiáticos entravam e saíam dos portos. Os sultões continuavam governando da Cidade de Pedra (o coração do que hoje é a cidade de Zanzibar) pelos dois séculos seguintes, desde que os portugueses ganhassem a parte deles.
Mas esta semiautonomia chegou ao fim quando os britânicos ficaram sabendo da venda de escravos dos árabes e portugueses. Depois de várias décadas de negociação, ameaças e ocasionalmente violência, o Tratado Anglo-Zanzibari, de 1873, acabou com a prática e a economia de Zanzibar entrou em colapso. Os portugueses saíram de lá e a Alemanha, a única outra potência com qualquer interesse na região, oficialmente reconheceu o "protetorado britânico" sobre Zanzibar em 1890. O protetorado seria terminado unilateralmente pelo Reino Unido em dezembro de 1963 e Zanzibar se juntaria com a Tanganica para formar a Tanzânia.